Title: Contribuição para o estudo das pastagens sob coberto de sobro nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova
Authors: Carrilho, Lidia Rosa La Branca
Issue Date: 1987
Citation: CARRILHO, Lidia Rosa La Branca (1987) - Contribuição para o estudo das pastagens sob coberto de sobro nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova. Castelo Branco : ESA. IPCB. Relatório do Trabalho de Fim de Curso de Produção Animal.
Abstract: Razões po1íticas, económicas e sociais estivaram na base da incorrecta utilização do solo que ao longo dos anos se foi verificando em Portugal. A política para a produção de cereais praganosos foi uma das medidas mais recentes (a partir da década de trinta) e que levou não só ao alargamento da área de cultivo destas espécies para terrenos cuja capacidade de uso não era a mais indicada (pequena espessura efectiva, más condições de drenagem e em alguns casos problemas de erosão) (Crespo, 1970) como também ao encurtamento das rotações e redução do tempo de pousio (Almeida et al., 1976). O resultado: a diminuição da fertilidade, o empobrecimento do solo. O clima mediterrânico, com grandes variações anuais (principalmente na regularidade da Primavera) fez com que se juntasse a esta degradação do solo (porque as chuvas caem na altura em que as plantas ainda não cresceram de maneira a impedir o arrastamento das partículas mais finas, nomeadamente quando o relevo é acentuado) as baixas produções unitárias (Moreira, 1980). Paralelamente, a área de pastagens foi reduzida e o gado mantido com a erva espontânea dos pousios ou zonas incultas (Crespo, 1976), geralmente de baixa qualidade, palha e restolho (Crespo, 1970). Assim, os encabeçamentos são baixos (Crespo, 1970), as necessidades alimentares dos animais não são satisfeitas e é preciso recorrer à importação de carne (Crespo, 1970). Em resumo pode dizer-se que os solos estão degradados, a produção agrícola e pecuária é pequena. Por outro lado, as características climáticas de sequeiro mediterrânico obrigam a que, em grandes extensões de terra, a forma de restituir a fertilidade destes solos e aumentar as produções seja a reflorestação e a implantação de pastagens (Beliz, 1966; Moreira, 1980). Estas últimas quando consociadas com a floresta permitem um acréscimo das vantagens: o sistema radicular das árvores, por ser mais profundamente, explora camadas de solo inferiores e remove até à superfície as bases que juntamente com a maior percentagem de matéria orgânica, permitirão o aumento da capacidade de troca catiónica (Salgueiro, 1966). Isto verifica-se desde que o coberto arbóreo não constitua um entrave ao desenvolvimento herbáceo. Neste caso estão os montados de sobro (Salgueiro, 1966). Mas a sementeira de pastagens nem sempre constitui um êxito. Factores climáticos como a irregular distribuição da precipitação e a formação de geada, a não desinfestação das parce1as (cardos, estevas, saragaços) ou a má execução do pastoreio (falta de oportunidade na altura de passagem dos animais no campo) condicionam a germinação das sementes ou a persistência das espécies semeadas (Potes, 1982). Por isto se começa a pensar no aproveitamento da flora espontânea onde algumas espécies existem com considerável valor nutritivo (Potes, 1982). Destas destacam-se alguns trevos, luzernas, serradelas, várias gramíneas bem como espécies do género Rumex, Chamaemelum, Crysantemus, Carduz e Rhaphanus (Potes, 1982).
Description: Disponível na Biblioteca da ESACB na cota C30-6751TFCPAN.
URI: https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/1421
Document Type: Thesis
Appears in Collections:ESACB - Produção Animal

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