Relação entre indicadores subjetivos e indicadores objetivos de fadiga muscular em atletas de futebol universitário
| dc.contributor.advisor | Campos, Lara Gil Gomes de | |
| dc.contributor.author | Salvado, Tiago Antunes | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-29T14:48:13Z | |
| dc.date.available | 2026-09-29T14:48:13Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A fadiga muscular é um construto multifatorial caracterizado pela sensação de cansaço e redução temporária na capacidade de gerar força muscular. No futebol, ocorrem altas variações de intensidade que contribuem para a fadiga e consequentemente à redução da performance e ao aumento do risco de lesões. Assim, avaliar e gerir eficazmente a fadiga é fundamental para otimizar a performance dos jogadores, mas os métodos disponíveis para avaliar a fadiga podem ser dispendiosos e inacessíveis. Deste modo, torna-se pertinente identificar uma ferramenta válida, rápida e de baixo custo para monitorizar a fadiga e otimizar a carga induzida no treino e na recuperação dos atletas. As medidas auto-reportadas são práticas, mas suscetíveis a influências externas, comprometendo a sua precisão. Dessa forma, compreender a relação entre indicadores subjetivos e objetivos de fadiga muscular é essencial. Objetivo: Verificar se existe relação entre indicadores subjetivos – Índice de Hooper (HI) e Perceção Subjetiva de Esforço (PSE) – e indicadores objetivos – pico de torque isométrico da flexão e extensão do joelho e variáveis do salto vertical de contramovimento (CMJ), tais como o tempo de contacto até à descolagem (TTO), altura do salto (JH), índice de força reativa modificado (RSI) e duração da fase propulsiva (PPD) – de fadiga muscular após a realização de um protocolo de fadiga em jogadores de futebol, Functional Agility Short-Term Fatigue Protocol (FAST-FP). Metodologia: Estudo observacional e correlacional com uma amostra não probabilística por conveniência de 24 jogadores masculinos de futebol universitário e do distrito de Castelo Branco com idade média de 20,92 ± 1,50 anos. Primeiramente, os atletas preencheram o IH, classificando de 1 a 5 as diferentes dimensões de bem-estar (sono, stress, fadiga e dor muscular de início tardio). De seguida, procedeu-se à implementação do protocolo FAST-FP. Após o FAST-FP, os atletas preencheram a escala de PSE e realizaram as medições de pico de torque isométrico dos flexores e extensores do joelho e das variáveis do CMJ (TTO, JH, RSI e PPD). A correlação entre as variáveis foi analisada através de testes de correlação de Spearman. Resultados: Verificaram-se correlações fracas estatisticamente significativas: negativas entre a PSE e o RSI modificado (r = - 0,415; p < 0,05) e positivas entre a PSE e a PPD (r = 0,475; p < 0,05). Não se observou correlação estatisticamente significativa entre o HI e a PSE (r = - 0,139; p > 0,05). Discussão: As correlações entre a PSE e o RSI, e entre a PSE e o PPD, sugerem que uma maior perceção de esforço está associada a menor eficiência neuromuscular e alterações na estratégia de salto. Por outro lado, não se verificou associação significativa entre HI e PSE, reforçando que estes indicadores subjetivos incidem em dimensões distintas da fadiga, sendo o HI mais associado ao bem-estar geral e a PSE ao esforço agudo. Conclusão: Os testes objetivos e subjetivos utilizados para monitorizar a fadiga no futebol avaliam dimensões diferentes, porém complementares. Assim, torna-se fundamental que sejam integrados ambos os métodos para se alcançar uma visão completa e abrangente dos atletas. | |
| dc.description.abstract | Abstract : Introduction: Muscular fatigue is a multifactorial construct characterised by the sensation of tiredness and a temporary reduction in the ability to generate muscular force. In football, high-intensity fluctuations contribute to fatigue, leading to decreased performance and an increased risk of injury. Therefore, effectively assessing and managing fatigue is crucial for optimising player performance. However, existing assessment methods are often costly and inaccessible. Identifying a valid, time-efficient, and low-cost tool to monitor fatigue and optimise training and recovery loads is thus highly relevant. Self-reported measures are practical but susceptible to external influences, potentially compromising their accuracy. As such, understanding the relationship between subjective and objective indicators of muscular fatigue is essential. Objective: To examine the relationship between subjective indicators – Hooper Index (HI) and Rating of Perceived Exertion (RPE) – and objective indicators – peak isometric torque of knee flexion and extension, and countermovement jump (CMJ) variables such as time to take-off (TTO), jump height (JH), modified reactive strength index (RSI), and propulsive phase duration (PPD) – following the application of a fatigue protocol in football players, namely the Functional Agility Short-Term Fatigue Protocol (FAST-FP). Methods: Observational and correlational study with a non-probabilistic convenience sample of 24 male university and district football players from Castelo Branco, with a mean age of 20.92 ± 1.50 years. Initially, participants completed the HI, rating dimensions of well-being (sleep, stress, fatigue, and delayed-onset muscle soreness) on a scale from 1 to 5. The FAST-FP protocol was then applied. Following the protocol, players reported their PSE and underwent assessments of peak isometric torque of knee flexors and extensors, as well as CMJ variables (TTO, JH, RSI, and PPD). Spearman correlation tests were used to analyse relationships between variables. Results: Statistically significant weak correlations were observed: a negative correlation between PSE and modified RSI (r = -0.415; p < 0.05) and a positive correlation between PSE and PPD (r = 0.475; p < 0.05). No significant correlation was found between HI and PSE (r = -0.139; p > 0.05). Discussion: The correlations between PSE and RSI, and between PSE and PPD, suggest that higher perceived exertion is associated with reduced neuromuscular efficiency and changes in jump strategy. Conversely, the lack of association between HI and PSE highlights that these subjective indicators reflect different dimensions of fatigue, with HI being more related to general well-being and PSE to acute effort. Conclusion: The objective and subjective tests used to monitor fatigue in football assess distinct yet complementary dimensions. Therefore, integrating both approaches is essential to obtain a comprehensive understanding of player fatigue and recovery. | |
| dc.identifier.citation | SALVADO, Tiago Antunes (2025) – Relação entre indicadores subjetivos e indicadores objetivos de fadiga muscular em atletas de futebol universitário. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia. | |
| dc.identifier.uri | https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5210 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | IPCB. ESALD | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Fadiga muscular | |
| dc.subject | Futebol | |
| dc.subject | Monitorização | |
| dc.subject | Salto vertical de contramovimento | |
| dc.subject | Perceção subjetiva de esforço | |
| dc.subject | Muscle fatigue | |
| dc.subject | Football | |
| dc.subject | Monitoring | |
| dc.subject | Countermovement jump | |
| dc.subject | Rating of perceived exertion | |
| dc.title | Relação entre indicadores subjetivos e indicadores objetivos de fadiga muscular em atletas de futebol universitário | |
| dc.type | report |
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