Enraizamento de estacas em cameleira (Camellia japonica L.)

Data

2002

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Resumo

A cameleira é uma espécie interessante do ponto de vista ecológico, ornamental e económico. Algumas partes da cameleira são utilizadas em perfumaria, culinária e medicina tradicional. Ao longo da vida o crescimento da cameleira varia de tento a moderado, por consequência a propagação vegetativa pode vir a constituir uma via alternativa para a propagação nesta espécie. Com esse objectivo, no ano de 2001, efectuaram-se ensaios com estacas terminais provenientes de uma cameleira de origem seminal, em duas épocas diferentes do ano (Abril e Junho). Os tratamentos incluíram a realização de uma ferida longitudinal e a aplicação de AIB (ácido indol-3-butírico) em solução à base das estacas durante um segundo, em três concentrações diferentes: 5 000, 10 000 e 15 000 ppm. Após 2 meses do início dos ensaios anotou-se o número de estacas enraizadas (NR), mortas (M) e com callus (C), para além, do número médio de raízes e do comprimento médio da maior raiz. Os tratamentos que incluíram AIB e ferida provocaram as percentagens de enraizamento mais elevadas em ambas as épocas. A época mais propícia para se obterem as melhores percentagens de enraizamento foi a de Abril, para os tratamentos com concentrações mais baixa e mais elevada de AIB (5 000 e 15 000 ppm), com 70 e 73% de estacas enraizadas ao fim de 2 meses e 77 e 87% ao fim de 3 meses. A maior percentagem de estacas mortas verificou-se na época de Junho. Em Abril e Junho, os tratamentos que conduziram a uma maior percentagem de callus corresponderam aqueles onde não se aplicou auxina.

Descrição

Relatório do Trabalho de Fim de Curso de Engenharia Florestal.
Disponível na Biblioteca da ESACB na cota C30-23299TFCPF.

Palavras-chave

Propagação vegetativa, Estacas, Ferida, Ácido indol-3-butírico, Cameleira, Camellia japonica

Citação

GONÇALVES, Dina Paula Dias (2002) - Enraizamento de estacas em cameleira (Camellia japonica L.). Castelo Branco : IPCB. ESA. Relatório do Trabalho de Fim de Curso de Engenharia Florestal.