Análise comparativa da recuperação ativa em meio terrestre e aquático nos níveis de fadiga de atletas de futebol
| dc.contributor.advisor | Campos, Lara Gil Gomes de | |
| dc.contributor.author | Lopes, Sara Pereira | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-29T14:54:44Z | |
| dc.date.available | 2026-09-29T14:54:44Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A fadiga muscular representa uma resposta fisiológica complexa, com impacto negativo no desempenho e na integridade física dos atletas. No futebol, onde coexistem exigências físicas, técnicas e cognitivas elevadas, a fadiga compromete funções motoras, cognitivas e propriocetivas, aumentando o risco de lesão. Estratégias de recuperação têm sido amplamente utilizadas para atenuar estes efeitos, destacando-se a recuperação ativa em terra e em água termoneutra. Objetivos: Comparar os efeitos de duas estratégias de recuperação ativa – em terra (RAT) e em água termoneutra (RAA) – em indicadores objetivos e subjetivos de fadiga muscular, após a realização de um protocolo de fadiga, em atletas de futebol. Materiais e métodos: Foi conduzido um estudo experimental controlado e aleatorizado, com 24 atletas de futebol universitário e distrital, do sexo masculino (idade média 20,9 ± 1,5 anos), distribuídos aleatoriamente por dois grupos de intervenção: recuperação ativa em terra (RAT) e recuperação ativa em água termoneutra (RAA). Após a aplicação de um protocolo de fadiga (FAST-FP), os participantes realizaram uma sessão de recuperação ativa de 10 minutos, consoante o grupo atribuído. Os desfechos avaliados incluíram o peak torque isocinético dos flexores e extensores do joelho, variáveis derivadas de um salto vertical contramovimento (CMJ), tempo de contacto até à descolagem (TTO), altura do salto (JH), duração da fase propulsiva (PPD) e índice de força reativa modificado (RSImod) e a Perceção Subjetiva de Esforço (PSE). As medições foram realizadas em três momentos distintos: baseline (T0); pós-fadiga (T1) e pós-recuperação (T2). A análise estatística foi conduzida através de Modelos Lineares Mistos, com o objetivo de examinar efeitos temporais e entre grupos. Resultados: Os 24 participantes completaram o estudo. Verificou-se uma diminuição significativa no pico de torque dos extensores após a aplicação do protocolo de fadiga (p <0,05), sem que se registassem recuperações estatisticamente significativas após nenhuma das estratégias de intervenção. O grupo RAA apresentou diminuição aguda no peak torque de flexão em T1 (p = 0,038), com tendência de recuperação em T2. Não houve diferenças significativas entre grupos nas variáveis CMJ e PSE. Conclusão: Não se verificaram diferenças entre os dois protocolos de recuperação nas variáveis analisadas. Fatores como o tempo reduzido de recuperação, realização de protocolos afastados da realidade competitiva (jogo/treino) e sensibilidade das variáveis e o tamanho da amostra podem ter condicionado os resultados. Estudos futuros com tempo de recuperação prolongado e maior exigência de protocolos de fadiga, devem ser recomendados. | |
| dc.description.abstract | Abstract : Introduction: Muscle fatigue represents a complex physiological response with a negative impact on athletic performance and physical integrity. In football, where high physical, technical, and cognitive demands coexist, fatigue impairs motor, cognitive, and proprioceptive functions, increasing the risk of injury. Recovery strategies have been widely used to mitigate these effects, with active recovery on land and in thermoneutral water standing out as prominent approaches. Objectives: To compare the effects of two active recovery strategies — on land (RAT) and in thermoneutral water (RAA) — on objective and subjective indicators of muscle fatigue following a fatigue protocol in football athletes. Materials and Methods: A controlled and randomized experimental study was conducted with 24 male university and district-level football players (mean age 20.9 ± 1.5 years), randomly assigned to two intervention groups: land-based active recovery (RAT) and thermoneutral water active recovery (RAA). After applying a fatigue protocol (FAST- FP), participants performed a 10-minute active recovery session according to their assigned group. The assessed outcomes included the isokinetic peak torque of knee flexors and extensors, variables derived from the countermovement vertical jump (CMJ), time to take off (TTO), jump height (JH), propulsive phase duration (PPD), modified reactive strength index (RSImod), and the Rating of Perceived Exertion (RPE). Measurements were taken at three time points: baseline (T0), post-fatigue (T1), and post-recovery (T2). Statistical analysis was performed using Mixed Linear Models to examine time and group effects. Results: All 24 participants completed the study. A significant reduction in knee extension peak torque was observed after the fatigue protocol (p < 0.05), with no statistically significant recovery after either intervention. The RAA group showed an acute decrease in knee flexion peak torque at T1 (p = 0.038), with a trend toward recovery at T2. No significant differences were found between groups for CMJ or RPE variables. Conclusion: No differences were observed between the two recovery protocols in the variables analyzed. Factors such as the short recovery period, implementation of protocols in settings removed from the competitive context (training/match), variable sensitivity, and sample size may have influenced the results. Future studies should consider longer recovery periods and more demanding fatigue protocols. | |
| dc.identifier.citation | LOPES, Sara Pereira (2025) - Análise comparativa da recuperação ativa em meio terrestre e aquático nos níveis de fadiga de atletas de futebol. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia. | |
| dc.identifier.uri | https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5212 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | IPCB. ESALD | |
| dc.rights | restrictedAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Fadiga muscular | |
| dc.subject | Futebol | |
| dc.subject | Recuperação ativa | |
| dc.subject | Água termoneutra | |
| dc.subject | Muscle fatigue | |
| dc.subject | Football Active recovery | |
| dc.subject | Thermoneutral wate | |
| dc.title | Análise comparativa da recuperação ativa em meio terrestre e aquático nos níveis de fadiga de atletas de futebol | |
| dc.type | report |
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