Relação entre força, flexibilidade e qualidade de vida de adultos ao longo do ciclo de vida: estudo observacional transversal

dc.contributor.advisorPinheira, Vítor Manuel Barreiros
dc.contributor.authorFernandes, Marta Oliveira
dc.date.accessioned2026-05-08T13:49:09Z
dc.date.available2026-05-08T13:49:09Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução - A força muscular e a flexibilidade são componentes essenciais para a funcionalidade física e o bem-estar ao longo do ciclo de vida. A qualidade de vida (QV) é influenciada por diversos fatores, incluindo a capacidade física, sendo fundamental compreender a relação entre força, flexibilidade e QV em adultos mais velhos. Objetivo - Investigar a relação entre a força dos membros inferiores, a flexibilidade do tronco superior e a qualidade de vida em adultos, bem como analisar a correlação entre essas variáveis. Metodologia - Trata-se de um estudo observacional, transversal e correlacional, realizado com48 participantes com idade média de 75,73 anos, recrutados em duas instituições de ensino e apoio a seniores. Foram aplicados testes validados para medir a força dos membros inferiores (teste Sit to Stand 30 segundos), a flexibilidade do tronco superior (teste Back Scratch) e a qualidade de vida (WHOQOL-BREF). A análise estatística utilizou correlações de Spearman e medidas de tendência central e de dispersão para descrever as variáveis. Resultados - Os resultados indicaram uma média de 11,13 repetições no teste de força dos membros inferiores e uma média de -19,85 cm no teste de flexibilidade, sugerindo limitações funcionais na amostra. A qualidade de vida global apresentou pontuações moderadamente positivas, com destaque para o domínio físico. Verificou-se uma correlação positiva e significativa entre força muscular e flexibilidade (r=0,293; p=0,044). A força dos membros inferiores correlacionou-se positivamente com o domínio psicológico da QV (r=0,322; p=0,026). Já a flexibilidade apresentou correlação negativa significativa com o domínio físico da QV (r=–0,339; p=0,019), indicando que menor flexibilidade está associada a pior perceção da saúde física. Outros domínios da QV não apresentaram correlações estatisticamente significativas com as variáveis físicas. Conclusão - Os achados sugerem que maior força dos membros inferiores está associada a melhor flexibilidade e maior bem-estar psicológico, enquanto a flexibilidade reduzida do tronco superior está relacionada a uma pior perceção da saúde física.
dc.description.abstractAbstract: Introduction - Mscle strength and flexibility are essential components of physical function that influence the quality of life (QoL) troughout the lifespan. Understanding their relationships can help promote healthier aging and well-being in adults. Ojective - This study aimed to investigate the relationship between lower limb muscle strength, upper trunk flexibility, and quality of life among adults. Methodology - A cross-sectional observational study was conducted with 48 participants aged 62 to 89 years, recruited from two institutions in Portugal. Muscle strength was assessed using the 30-second Sit to Stand test, flexibility was measured by the Back Scratch test, and quality of life was evaluated through the WHOQOL-BREF questionnaire. Statistical analyses included descriptive statistics and Spearman’s correlation to explore associations between variables. Results - Participants demonstrated an average of 11.13 repetitions in the Sit to Stand test and a mean flexibility score of -19.85 cm on the Back Scratch test, indicating functional limitations in shoulder mobility. Quality of life scores revealed higher values in the physical and environmental domains, with lower scores in psychological well-being. Significant positive correlations were found between lower limb strength and upper trunk flexibility (r = 0.293, p = 0.044), and between lower limb strength and the psychological domain of QoL (r = 0.322, p = 0.026). Additionally, upper trunk flexibility correlated negatively with the physical domain of QoL (r = -0.339, p = 0.019), indicating that reduced flexibility is associated with poorer perceived physical health. Conclusion - The study highlights a significant relationship between muscle strength, flexibility, and quality of life in older adults, suggesting that improving physical fitness may contribute to enhanced well-being. These findings support the importance of targeted interventions to maintain muscle function and flexibility to promote better quality of life in aging populations.
dc.identifier.citationFERNANDES, Marta Oliveira (2025) - Relação entre força, flexibilidade e qualidade de vida de adultos ao longo do ciclo de vida: estudo observacional transversal. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/4785
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectForça
dc.subjectFlexibilidade
dc.subjectQualidade de Vida
dc.subjectEnvelhecimento
dc.subjectMuscle strength
dc.subjectFlexibility
dc.subjectQuality of life
dc.subjectAging
dc.titleRelação entre força, flexibilidade e qualidade de vida de adultos ao longo do ciclo de vida: estudo observacional transversal
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