Adesão ao processo terapêutico: papel do enfermeiro no caso dos utentes portadores de transtorno esquizofrénico

dc.contributor.advisorAlmeida, Jorge Salvador Pinto de
dc.contributor.authorFaria, Beatriz Teresa de Francisco
dc.contributor.authorSilvestre, Mariana Sofia Rosa
dc.date.accessioned2026-05-19T11:09:45Z
dc.date.available2026-05-19T11:09:45Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractA esquizofrenia é uma doença mental crónica e grave, caracterizada por perturbações do pensamento, perceção e comportamento, com impacto profundo na qualidade de vida da pessoa doente e da sua família. A adesão ao tratamento, particularmente à terapêutica farmacológica, constitui um fator determinante para a estabilidade clínica, a prevenção de recaídas e a reintegração psicossocial. Contudo, a adesão terapêutica continua a ser um desafio expressivo, influenciado por fatores individuais, relacionais, contextuais e organizacionais. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo compreender o papel do enfermeiro na promoção da adesão terapêutica da pessoa com esquizofrenia, analisando as especificidades do cuidado nos contextos de internamento e de domicílio/comunidade. Foi realizada uma revisão da literatura, entre fevereiro e maio de 2025, com recurso às bases de dados SciELO, Google Académico e RCAAP. Foram incluídos artigos publicados entre 2011 e 2024, escritos em português, inglês ou espanhol, com acesso integral, que abordassem a esquizofrenia, a adesão terapêutica e a intervenção do enfermeiro em diferentes contextos assistenciais. Os resultados encontrados mostram que o enfermeiro, enquanto profissional de proximidade, assume um papel central na promoção da adesão, sendo a relação terapêutica, a psicoeducação e a capacitação familiar estratégias fundamentais. No contexto de internamento, a estrutura institucional permite vigilância contínua e intervenção intensiva, mas pode limitar a autonomia do doente. Já no contexto domiciliário, o acompanhamento pela equipa de enfermagem facilita a responsabilização do utente e a continuidade de cuidados, embora dependa de suporte familiar e articulação entre serviços. As dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros estão frequentemente associadas à escassez de formação específica, à complexidade da patologia e à carência de recursos nos cuidados comunitários. Conclui-se que a formação contínua, a aposta em abordagens psicoeducativas e o reforço das redes de articulação entre os cuidados hospitalares e comunitários são essenciais para melhorar a adesão ao tratamento. O enfermeiro, ao assumir uma postura relacional, empática e técnica, constitui-se como elemento fundamental na promoção da saúde mental e da reabilitação da pessoa com esquizofrenia.
dc.description.abstractAbstract : Schizophrenia is a chronic and severe mental illness, characterised by disturbances in thought, perception, and behaviour, with a profound impact on the quality of life of both the individual and their family. Adherence to treatment, particularly pharmacological therapy, is a key factor in clinical stability, relapse prevention, and psychosocial reintegration. However, treatment adherence remains a significant challenge, influenced by individual, relational, contextual, and organisational factors. This study aims to understand the nurse’s role in promoting treatment adherence among individuals with schizophrenia, analysing the specificities of care in both inpatient and home/community settings. A literature review was conducted between February and May 2025, using the SciELO, Google Scholar, and RCAAP databases. Articles published between 2011 and 2024 were included, provided they were written in Portuguese, English, or Spanish, available in full text, and addressed schizophrenia, treatment adherence, and the nurse’s intervention across different care settings. The findings indicate that nurses, as front-line professionals, play a central role in promoting adherence. Key strategies include the therapeutic relationship, psychoeducation, and family empowerment. In inpatient settings, institutional structures allow for continuous monitoring and intensive intervention but may limit the patient’s autonomy. In contrast, home-based care provided by nursing teams facilitates patient accountability and continuity of care, although it depends on family support and coordination between services. The challenges faced by nurses are often linked to a lack of specialised training, the complexity of the condition, and limited resources in community care. It is concluded that continuous professional development, investment in psychoeducational approaches, and strengthening of coordination networks between hospital and community care are essential to improving treatment adherence. By adopting a relational, empathetic, and technically skilled approach, nurses are fundamental to the promotion of mental health and the rehabilitation of individuals with schizophrenia.
dc.identifier.citationFARIA, Beatriz Teresa de Francisco ; SILVESTRE, Mariana Sofia Rosa (2025) - Adesão ao processo terapêutico : papel do enfermeiro no caso dos utentes portadores de transtorno esquizofrénico. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto de Emfermagem.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5051
dc.language.isopor
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectEsquizofrenia
dc.subjectAdesão terapêutica
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectInternamento
dc.subjectDomicílio
dc.subjectSchizophrenia
dc.subjectAdherence to treatment
dc.subjectNursing
dc.subjectHospitalization
dc.subjectCommunity
dc.titleAdesão ao processo terapêutico: papel do enfermeiro no caso dos utentes portadores de transtorno esquizofrénico
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