Higiene de sono e desempenho académico em estudantes do ensino superior: uma relação fundamental

dc.contributor.advisorAlfaiate, Daniel Vicente Loureiro
dc.contributor.authorCarolina de Barros Pinto , Cardoso
dc.date.accessioned2026-09-29T15:38:54Z
dc.date.available2026-09-29T15:38:54Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractO desempenho académico no ensino superior é um indicador de sucesso, podendo ser influenciado por processos biológicos como o sono, que é essencial para a consolidação da memória e o funcionamento cognitivo. Este estudo teve como objetivo principal relacionar a higiene de sono e o desempenho académico em estudantes do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Trata-se de um estudo transversal observacional, realizado através de um questionário online. A qualidade do sono, a sonolência diurna e o cronotipo foram avaliados através do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Escala de Sonolência de Epworth e do Morningness-Eveningness-Stability-Scale improved, respetivamente. Foram incluídos participantes com idade igual ou superior a 18 anos e excluídos estudantes com patologias do sono diagnosticadas, trabalho por turnos, índice de massa corporal igual ou superior a 30 kg/m², uso de medicação psicotrópica ou questionários incompletos. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences, recorrendo a estatística descritiva e testes paramétricos e não paramétricos, com nível de significância de 5% (p≤0,05). Os resultados revelaram que 47% dos estudantes apresentam má qualidade de sono e 40,7% sofrem de sonolência diurna excessiva. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a qualidade do sono e o sexo (p=0,02), observando-se uma maior prevalência de má qualidade do sono entre o sexo feminino. Foi igualmente encontrada uma associação estatisticamente significativa entre o sexo e o cronotipo (p=0,001), sendo que os homens demonstram maior estabilidade circadiana. Relativamente à relação entre o cronotipo e a sonolência diurna excessiva, observou-se um resultado próximo da significância estatística na dimensão morningness (p=0,064), sugerindo uma possível tendência para menor matutinidade nos indivíduos com sonolência diurna excessiva. Contrariamente ao esperado, não foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre a qualidade do sono, sonolência diurna excessiva ou o cronotipo e o desempenho académico. A classificação de desempenho Bom foi a mais prevalente em todos os grupos analisados. Verificou-se uma elevada prevalência de alterações do sono entre os estudantes, destacando-se a má qualidade do sono e a sonolência diurna excessiva. A má qualidade do sono foi mais frequente no sexo feminino, enquanto os estudantes do sexo masculino apresentaram maior estabilidade circadiana. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre a qualidade do sono, a sonolência diurna excessiva ou o cronotipo e o desempenho académico.
dc.description.abstractAbstract : Academic performance in higher education is an indicator of success and can be influenced by biological processes such as sleep, which is essential for memory consolidation and cognitive functioning. This study's main objective was to relate sleep hygiene and academic performance among students at the Polytechnic Institute of Castelo Branco. This is an observational cross-sectional study conducted via an online questionnaire. Sleep quality, daytime sleepiness, and chronotype were assessed using the Pittsburgh Sleep Quality Index, the Epworth Sleepiness Scale, and the Morningness-Eveningness-Stability-Scale improved, respectively. Participants aged 18 years or older were included, while students with diagnosed sleep pathologies, shift work, a body mass index of 30 kg/m² or higher, use of psychotropic medication, or incomplete questionnaires were excluded. Data were analyzed using the Statistical Package for the Social Sciences, employing descriptive statistics and both parametric and non-parametric tests, with a significance level of 5% (p≤0,05). The results revealed that 47% of students have poor sleep quality and 40.7% suffer from excessive daytime sleepiness. A statistically significant association was found between sleep quality and sex (p=0,02), with women showing a higher prevalence of poor sleep quality. Regarding chronotype, a statistically significant association was also observed (p=0,001), with men demonstrating greater circadian stability. Concerning the relationship between chronotype and excessive daytime sleepiness, a result close to statistical significance was observed in the morningness dimension (p=0,064), suggesting a possible trend toward lower morningness in individuals with excessive daytime sleepiness. Contrary to expectations, no statistically significant association was found between sleep quality, excessive daytime sleepiness, or chronotype and academic performance. The academic performance classification Good was the most prevalent in all groups analyzed. There was a high prevalence of sleep disorders among students, with poor sleep quality and excessive daytime sleepiness being the most prominent. Poor sleep quality was more frequent in females, while male students showed greater circadian stability. No statistically significant associations were found between sleep quality, excessive daytime sleepiness or chronotype and academic performance.
dc.identifier.citationCARDOSO, Carolina de Barros Pinto (2026) - Higiene de sono e desempenho académico em estudantes do ensino superior : uma relação fundamental. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisiologia Clínica.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5236
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectHigiene do sono
dc.subjectQualidade do sono
dc.subjectDesempenho académico
dc.subjectEstudantes
dc.subjectSleep hygiene
dc.subjectSleep quality
dc.subjectAcademic performance
dc.titleHigiene de sono e desempenho académico em estudantes do ensino superior: uma relação fundamental
dc.typereport

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CAROLINA DE BARROS PINTO CARDOSO.pdf
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