O efeito da dupla tarefa na produção de força dos membros superiores e inferiores, na agilidade, na proprioceção, na variabilidade da frequência cardíaca, no tempo de reação, no equilíbrio estático e dinâmico: estudo comparativo entre atletas de futebol federados e jovens adultos saudáveis não atletas : o efeito da dupla tarefa no equilíbrio dinâmico e estático em diferentes superfícies: comparação entre atletas e não atletas

dc.contributor.advisorSaraiva, Marina Sofia Oliveira
dc.contributor.authorLopes, Marlene Alexandra Agostinho
dc.date.accessioned2026-09-29T15:06:02Z
dc.date.available2026-09-29T15:06:02Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: O controlo postural é determinado como o ato de preservar, atingir ou restabelecer um estado de equilíbrio durante qualquer postura ou atividade da vida diária. O equilíbrio é alcançado com sucesso através do sistema nervoso central que é responsável por processar a informação sensorial que vem dos sistemas somatossensorial, visual e vestibular, e consequentemente, gerar respostas neuromusculares adequadas que vão assegurar a estabilidade postural. O controlo adequado do equilíbrio é considerado fundamental para melhorar a performance dos atletas, devido a estes se apresentarem diariamente expostos a estímulos externos durante a execução simultânea da sua atividade, pelo que têm de processar diferentes informações em simultâneo. Através do que se encontra descrito na literatura, os atletas demonstram ter um melhor equilíbrio comparativamente aos não atletas, porém, ainda existe alguma escassez de estudos que comparem o efeito da dupla tarefa no equilíbrio em diferentes superfícies entre atletas e não atletas, sendo que a maioria dos estudos encontrados são aplicados em superfícies estáveis. Objetivo: Avaliar o efeito da dupla tarefa (DT) no equilíbrio estático e dinâmico em superfícies estáveis e instáveis, comparando atletas federados de futebol com jovens não atletas. Materiais e métodos: O presente estudo classifica-se como transversal, comparativo e observacional. Neste estudo foram recrutados 23 atletas (idade média de 18,48 ± 1,53 anos) e 26 não atletas (idade média de 20,73 ± 1,04 anos) que cumpriram com os critérios de elegibilidade. Os participantes foram avaliados através do Y-Balance Test (YBT) e da plataforma de forças em tarefa simples e dupla tarefa (acrescentando contagem decrescente de 2 em 2 à tarefa simples), em superfície estável e instável, para se extraírem os alcances no YBT nas direções anterior, póstero-medial e póstero-lateral; e os seguintes parâmetros do centro de pressão (CoP): excursão total do CoP, velocidade média total do CoP, deslocamento e velocidade nas direções ântero-posterior (AP) e mediolateral (ML), área da elipse 95% e a amplitude de deslocamento do CoP nas direções AP e ML. A análise estatística de dados foi realizada através do uso da versão 31 para o Windows do Statistical Package for Social Sciences (SPSS), com um nível de significância p<0,05. Resultados: Verificou-se um aumento significativo da oscilação do CoP na DT em comparação com a TS, com diferenças no deslocamentototal e velocidade média do CoP, bem como, no deslocamento e velocidade do CoP nas direções AP e ML, tanto em atletas como não atletas, sobretudo em superfície instável (p<0,05). As diferenças no CoP entre os grupos foram observadas apenas na amplitude de deslocamento AP do CoP, em DT superfície estável, e na amplitude de deslocamento ML do CoP, em tarefa simples em superfície instável (p<0,05), com os atletas a apresentarem maior amplitude de deslocamento AP e ML do CoP do que os não atletas. No YBT, entre grupos, houve diferenças nos alcances em DT, nomeadamente nas direções póstero-medial, póstero-lateral do membro inferior direito e póstero-lateral à esquerda (p<0,05). Em todas as direções do YBT, os atletas apresentaram uma maior distância alcançada nas posições de teste, comparativamente aos não atletas. Conclusão: Os dados evidenciaram que a adição de uma tarefa cognitiva resultou numa diminuição do desempenho do equilíbrio em ambos os grupos, sendo este efeito mais acentuado em superfícies instáveis. Os atletas demonstraram melhor desempenho no equilíbrio dinâmico, sobretudo em superfícies instáveis e sob condições de dupla tarefa, quando comparados com os não atletas. Estes resultados sugerem que a prática desportiva regular contribui para uma maior eficácia no controlo postural, mesmo em situações que requerem atenção repartida.
dc.description.abstractAbstract : Introduction: Postural control is defined as the ability to maintain, achieve, or restore a state of balance during any posture or daily life activity. Balance is successfully achieved through the central nervous system, which processes sensory information from the somatosensory, visual, and vestibular systems and subsequently generates appropriate neuromuscular responses to ensure postural stability. Proper balance control is considered fundamental to enhancing athletic performance, as athletes are routinely exposed to external stimuli while simultaneously performing their activity, requiring them to process multiple streams of information concurrently. According to the literature, athletes tend to demonstrate superior balance compared to non-athletes; however, there is still a lack of studies examining the effect of dual-tasking on balance across different surfaces between athletes and non-athletes, with most available studies focusing on stable surfaces. Objective: To assess the effect of dual-tasking (DT) on static and dynamic balance on stable and unstable surfaces, comparing federated football athletes with young adult non athletes. Materials and Methods: This study is classified as a cross-sectional, comparative, and observational study. A total of 23 athletes (mean age 18.48 ± 1.53 years) and 26 non-athletes (mean age 20.73 ± 1.04 years) who met the eligibility criteria were recruited. Participants were evaluated using the Y-Balance Test (YBT) and a force platform under single-task (ST) and dual task (DT) conditions. DT involved the addition of a cognitive task (counting backwards by twos) to the ST. Assessments were performed on both stable and unstable surfaces. From the YBT, reach distances in the anterior, posteromedial, and posterolateral directions were recorded. From the force platform, the following center of pressure (CoP) parameters were extracted: total CoP excursion, mean total CoP velocity, CoP displacement and velocity in the anteroposterior (AP) and mediolateral (ML) directions, 95% confidence ellipse area, and CoP displacement amplitude in the AP and ML directions. Statistical analysis was performed using SPSS version 31.0 for Windows, with a significance level set at p < 0.05. Results: A significant increase in CoP sway was observed under DT compared to ST conditions, reflected in total CoP displacement and mean velocity, as well as displacement and velocity in both AP and ML directions, for both athletes and non-athletes, particularly on unstable surfaces (p < 0.05). Between-group differences in CoP measures were identified only for AP displacement amplitude under DT on stable surfaces, and ML displacement amplitude under ST on unstable surfaces (p < 0.05), with athletes showing greater CoP displacement amplitudes in both AP and ML directions than non-athletes. In the YBT, significant between-group differences in reach distances under DT conditions were observed in the posteromedial and posterolateral directions of the right lower limb, and the posterolateral direction on the left (p < 0.05). Across all directions, athletes achieved greater reach distances than non-athletes. Conclusion: The data demonstrated that the addition of a cognitive task led to a decline in balance performance in both groups, with this effect being more pronounced on unstable surfaces. Athletes exhibited superior dynamic balance performance, particularly on unstable surfaces and under DT conditions, when compared to non-athletes. These findings suggest that regular sports practice contributes to more effective postural control, even in scenarios requiring divided attention.
dc.identifier.citationLOPES, Marlene Alexandra Agostinho (2025) - O efeito da dupla tarefa na produção de força dos membros superiores e inferiores, na agilidade, na proprioceção, na variabilidade da frequência cardíaca, no tempo de reação, no equilíbrio estático e dinâmico: estudo comparativo entre atletas de futebol federados e jovens adultos saudáveis não atletas: o efeito da dupla tarefa no equilíbrio dinâmico e estático em diferentes superfícies: Comparação entre atletas e não atletas. Castelo Branco: IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5215
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectJogadores de futebol
dc.subjectJovens adultos não atletas
dc.subjectDupla Tarefa
dc.subjectEquilíbrio
dc.subjectSuperfícies
dc.subjectFootball players
dc.subjectYoung adult non-athletes
dc.subjectDual-tasking
dc.subjectBalance
dc.subjectSurfaces
dc.titleO efeito da dupla tarefa na produção de força dos membros superiores e inferiores, na agilidade, na proprioceção, na variabilidade da frequência cardíaca, no tempo de reação, no equilíbrio estático e dinâmico: estudo comparativo entre atletas de futebol federados e jovens adultos saudáveis não atletas : o efeito da dupla tarefa no equilíbrio dinâmico e estático em diferentes superfícies: comparação entre atletas e não atletas
dc.title.alternative
dc.typereport

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