Efeitos agudos do contrair e relaxar vs Inibição recíproca no aumento de flexibilidade dos músculos isquiotibiais
| dc.contributor.advisor | Cordeiro, Nuno do Carmo Antunes | |
| dc.contributor.advisor | Silvestre, Rui Miguel Almeida | |
| dc.contributor.author | Benedito, Ana Beatriz Ferrajão | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-29T15:04:15Z | |
| dc.date.available | 2026-09-29T15:04:15Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: Os músculos isquiotibiais, desempenham um papel essencial na extensão da anca e flexão do joelho, sendo frequentemente implicados em lesões no contexto desportivo. A reduzida flexibilidade muscular é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis para essas lesões, reforçando a importância de estratégias eficazes de alongamento. Entre as técnicas mais utilizadas destacam-se a facilitação neuromuscular propriocetiva (PNF), nomeadamente a variante “contrair e relaxar”, e a inibição recíproca, ambas com potencial para melhorar a amplitude de movimento (ADM). Contudo, são escassos os estudos que comparam diretamente os efeitos agudos destas abordagens em indivíduos saudáveis, justificando a relevância da presente investigação. Metodologia: Foram incluídos 40 participantes no estudo, distribuídos por dois grupos de igual forma (n=20 por grupo). Cada grupo recebeu uma técnica, contrair e relaxar ou inibição recíproca. Cada participante realizou a avaliação inicial e final da flexibilidade através do Straight Leg Raise (SLR), sendo os ângulos registados através de um dinamómetro digital, padronizado quanto à posição e técnica. Os dados foram analisados através do software Statistical Package of the Social Sciences (SPSS), em específico o teste de Wilcoxon para amostras emparelhadas. Resultados: Os resultados demonstraram um aumento dos valores de flexibilidade em ambas as técnicas. Tanto no grupo de inibição recíproca (Z = -3,735; p < 0,001), como no grupo de contrair e relaxar (Z = -3,827; p < 0,001), os resultados demonstraram-se estatisticamente significativos, sendo ligeiramente superior na técnica contrair e relaxar. Relativamente a correlações, não foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre a flexibilidade e as variáveis de IMC, perceção de estiramento medido através do “A New Tool To Asses the Perception of Streching Intensity” e níveis de atividade física (IPAQ-SF), exceto no grupo de contrair e relaxar entre a flexibilidade e a escala de perceção de estiramento, que demonstram uma correlação positiva e estatisticamente significativa (ρ = 0,469; p = 0,037). Discussão: A discussão de resultados refere que o aumento da flexibilidade em efeitos agudos, após a aplicação de técnicas de alongamento, pode estar relacionado com as alterações do comprimento e rigidez das unidades musculotendinosas do membro em teste, sendo consideradas alterações elásticas, caracterizadas como temporárias. Uma outra justificação pode estar relacionada com as propriedades viscoelásticas e neurais da unidade musculotendinosa. Conclusão: Conclui-se que, apesar de algumas limitações reconhecidas no estudo, foi possível comprovar os benefícios da aplicação das técnicas de alongamento na flexibilidade em efeito imediato. Entre técnicas, a contrair e relaxar foi aquela que demonstrou melhores resultados e seria a mais recomendada para considerar em momentos da prática clínica em que seja necessário um aumento da flexibilidade em efeito agudo. | |
| dc.description.abstract | Abstract : Introduction: The hamstring muscles play an essential role in hip extension and knee flexion and are frequently involved in sports injuries. Reduced muscle flexibility is considered one of the main modifiable risk factors for these injuries, reinforcing the importance of effective stretching strategies. Among the most widely used techniques are proprioceptive neuromuscular facilitation (PNF), namely the “contract and relax” variant, and reciprocal inhibition, both of which have the potential to improve range of motion (ROM). However, there are few studies that directly compare the acute effects of these approaches in healthy individuals, justifying the relevance of this research. Methodology: 40 participants were included in the study, equally divided into two groups (n=20 per group). Each group received a technique, contract and relax or reciprocal inhibition. Each participant underwent an initial and final assessment of flexibility using theStraight Leg Raise (SLR), with the angles recorded using a digital dynamometer, standardized in terms of position and technique. The data was analyzed using the Statistical Package of the Social Sciences (SPSS) software, specifically the Wilcoxon test for paired samples. Results: The results showed an increase in flexibility values in both techniques. In both -3.827; p < 0.001), the results were statistically significant, being slightly higher in the contract and relax technique. As far as correlations are concerned, no statistically significant correlations were found between flexibility and BMI variables, perceived stretch measured using “A New Tool To Asses the Perception of Streching Intensity” and physical activity levels (IPAQ-SF), except in the contract and relax group between flexibility and the perceived stretch scale, which showed a positive and statistically significant correlation (ρ= 0.469; p = 0.037). Discussion: The discussion of results indicates that the increase in flexibility in acute effects, after the application of stretching techniques, may be related to changes in the length and stiffness of the musculotendinous units of the limb under test, which are considered elastic changes, characterized as temporary. Another explanation may be related to the viscoelastic and neural properties of the musculotendinous unit. Conclusion: Despite some limitations recognized in the study, it was possible to prove the benefits of applying stretching techniques to flexibility in an immediate effect. Among the techniques, contract and relax was the one that showed the best results and would bethe most recommended to consider at times in clinical practice when an increase in flexibility and acute effect is required. | |
| dc.identifier.citation | BENEDITO, Ana Beatriz Ferrajão (2025) - Efeitos agudos do contrair e relaxar Vs Inibição recíproca no aumento de flexibilidade dos músculos isquiotibiais. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia. | |
| dc.identifier.uri | https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5214 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | IPCB.ESALD | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Isquiotibiais | |
| dc.subject | Inibição recíproca | |
| dc.subject | Contrair e relaxar | |
| dc.subject | Flexibilidade | |
| dc.subject | Hamstrings | |
| dc.subject | Reciprocal inhibition | |
| dc.subject | Contraction and relaxation | |
| dc.subject | Flexibilit | |
| dc.title | Efeitos agudos do contrair e relaxar vs Inibição recíproca no aumento de flexibilidade dos músculos isquiotibiais | |
| dc.type | report |
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