Recurso excessivo de tomografia computorizada e ressonância magnética em urgência pediátrica: revisão sistemática da literatura

dc.contributor.advisorPereira, Ana Catarina
dc.contributor.authorMendes , Pedro de Deus
dc.date.accessioned2026-05-08T14:41:18Z
dc.date.available2026-05-08T14:41:18Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: A Tomografia Computorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) são ferramentas indispensáveis no diagnóstico em contexto de urgência pediátrica, permitindo decisões clínicas fundamentadas. Contudo, a sua utilização excessiva tem levantado preocupações ao nível da saúde das crianças com a exposição cumulativa à radiação ionizante e com a necessidade frequente de sedação. Este estudo teve como objetivo analisar o uso excessivo destes exames, identificar os fatores clínicos que contribuem para tal, compreender os impactos na saúde infantil e discutir estratégias que promovam uma utilização mais racional e segura. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática de literatura que tem como base um estudo descritivo, nas bases de dados e motor de busca PubMed, Scopus e Google Académico, entre 2015 e 2025. Foram selecionados 33 artigos cientificos recorrendo à lógica booleana “AND” e “OR”, introduzindo no PubMed MeSH terms resultando na seguinte pesquisa: (("Tomography, X-Ray Computed" [MeSH] OR "computed tomography" OR "CT scan") OR ("Magnetic Resonance Imaging" [MeSH] OR "MRI")) AND ("Pediatrics" [MeSH] OR pediatric* OR child*) AND ("Emergency Service, Hospital" [MeSH] OR "emergency department") AND ("Health Services Misuse" [MeSH] OR “overuse” OR “misuse” OR "inappropriate use"). A mesma lógica foi usada, mas adaptada às outras bases de dados utilizadas neste estudo. Resultados: A análise dos 33 artigos evidenciou uma tendência consistente de recurso excessivo de TC e RM em urgência pediátrica, sobretudo em situações clínicas de baixo risco. Demonstrou que uma proporção significativa das TC realizadas não contribuiu para o diagnóstico final, confirmando o predomínio de práticas pouco criteriosas. Fatores como a ausência de protocolos padronizados, a pressão dos cuidadores e a idade do paciente mostraram-se determinantes. A aplicação de ferramentas de decisão clínica revelou-se eficaz para reduzir o número de TC desnecessárias, mantendo a segurança diagnóstica. Estudos multicêntricos e campanhas educativas comprovaram a utilidade de abordagens estruturadas e formação contínua. Adicionalmente, a ultrassonografia destacou-se como alternativa segura e eficiente, diminuindo a exposição à radiação e atrasos no diagnóstico clínico. Estes achados reforçam que o uso excessivo tem origem multifatorial, mas pode ser mitigado por protocolos clínicos e diretrizes baseadas em evidência e estratégias de sensibilização. Conclusão: A revisão permitiu compreender que o uso excessivo de TC e RM em urgência pediátrica continua a representar um desafio relevante, influenciado por fatores clínicos, organizacionais e institucionais. A integração de ferramentas de apoio à decisão clínica, a adesão rigorosa a protocolos baseados em evidência e a valorização de técnicas alternativas, como a ultrassonografia, são medidas fundamentais para equilibrar a utilidade diagnóstica com a segurança do doente pediátrico e garantir uma prática imagiológica mais racional e eficiente.
dc.description.abstractAbstract: Introduction: Introduction: Computed Tomography (CT) and Magnetic Resonance Imaging (MRI) are indispensable tools in the diagnosis of pediatric emergencies, allowing rapid and well-founded clinical decisions. However, its excessive use has raised concerns related to cumulative exposure to ionizing radiation and the frequent need for sedation. This study aimed to identify the factors that contribute to the excessive use of these modalities in pediatric emergencies, to understand their impacts on child health, and to discuss strategies that promote a more rational and safe use. Methodology: A systematic review of the literature was conducted in the PubMed and Scopus databases and in the Google Scholar search engine between 2015 and 2025. A total of 33 scientific articles were selected using the Boolean logic "AND" and "OR", introducing MeSH terms into PubMed, resulting in the following search: (("Tomography, X-Ray Computed" [MeSH] OR "computed tomography" OR "CT scan") OR ("Magnetic Resonance Imaging" [MeSH] OR "MRI")) AND ("Pediatrics" [MeSH] OR pediatric* OR child*) AND ("Emergency Service, Hospital" [MeSH] OR "emergency department") AND ("Health Services Misuse" [MeSH] OR “overuse” OR “misuse” OR "inappropriate use"). The same logic was used but adapted to the other database and search engine used in this study. Results: The analysis of the 33 articles showed a consistent trend of overuse of CT and MRI in pediatric emergency care, especially in low-risk clinical situations. It demonstrated that a significant proportion of the CT scans performed did not contribute to the final diagnosis, confirming the predominance of injudicious practices. Factors such as the absence of standardized protocols, caregiver pressure, and the age of the patien proved to be determinant. The application of clinical decision tools proved to be effective in reducing the number of unnecessary CT scans, while maintaining diagnostic safety. Multicentre studies and educational campaigns have proven the usefulness of structured approaches and continuous training. In addition, ultrasonography stood out as a safe and efficient alternative, reducing radiation exposure and delays in clinical diagnosis. These findings reinforce that overuse has a multifactorial origin but can be mitigated by clinical protocols and evidence-based guidelines and sensitization strategies. Conclusion: The review allowed us to understand that the excessive use of CT and MRI in pediatric emergency care continues to represent a relevant challenge, influenced by clinical, organizational, and behavioural factors. The integration of clinical decision support tools, strict adherence to evidence-based protocols, and the valorisation of alternative techniques, such as ultrasonography, are fundamental measures to balance diagnostic utility with pediatric patient safety and ensure a more rational and efficient imaging practice.
dc.identifier.citationMENDES, Pedro de Deus (2025) - Recurso excessivo de tomografia computorizada e ressonância magnética em urgência pediátrica: revisão sistemática da literatura. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Imagem Médica e Radioterapia.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/4795
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectTomografia computorizada
dc.subjectRessonância magnética
dc.subjectServiços médicos de emergência
dc.subjectSobreuso de serviço de saúde
dc.subjectPediatria
dc.subjectComputed tomography magnetic resonance
dc.subjectImaging
dc.subjectEmergency medical services medical
dc.subjectOveruse
dc.subjectPaediatrics
dc.titleRecurso excessivo de tomografia computorizada e ressonância magnética em urgência pediátrica: revisão sistemática da literatura
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