Influência das condições climáticas na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior: influência da altitude na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior

dc.contributor.advisorCoutinho, António Júlio Apóstolo Pereira
dc.contributor.authorManso, Rómulo Serra
dc.date.accessioned2026-09-29T14:43:02Z
dc.date.available2026-09-29T14:43:02Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: A osteoartrose (OA) é a doença músculo-esquelética mais prevalente no mundo, afetando cerca de 528 milhões de pessoas. Em Portugal, estima-se que 24% da população sofra desta condição, com maior incidência no joelho, mão e anca. A OA envolve a degeneração progressiva da cartilagem articular, inflamação sinovial e remodelações ósseas que resultam em dor, rigidez e limitação funcional. Vários fatores podem influenciar a perceção da dor, incluindo elementos climáticos e geográficos como a altitude, embora a evidência científica existente seja ainda inconclusiva. Este estudo procurou explorar o papel da altitude na dor, qualidade de vida e estado de saúde em indivíduos com OA dos membros inferiores. Objetivo: Avaliar se a perceção da dor, o estado de saúde e a qualidade de vida dos indivíduos com OA dos membros inferiores varia consoante a altitude de residência. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo observacional com 41 participantes com idade igual ou superior a 40 anos, todos com diagnóstico clínico de OA no membro inferior. As recolhas ocorreram em diferentes localidades de Portugal continental entre fevereiro e abril de 2025. Os participantes preencheram os questionários SF-12 e WHOQOL-BREF no início e no final do período de recolha. A dor foi avaliada através da escala visual analógica (EVA), sendo também registadas perceções espontâneas de melhoria ou agravamento dos sintomas. A altitude absoluta de residência foi dividida em três tercis: baixa (≤32 m), média (32–305 m) e alta (≥305 m). A análise estatística recorreu a testes não paramétricos, nomeadamente Spearman, Qui-quadrado e testes de Mann-Whitney com ajuste de Bonferroni. Resultados: Verificou-se que os participantes residentes em zonas de alta altitude relataram agravamentos de sintomas em número claramente superior aos que referiram melhorias. Em contrapartida, os participantes em zonas de média altitude relataram mais melhorias do que piorias, e os de baixa altitude apresentaram valores semelhantes entre ambos os registos. A associação entre altitude e perceção da evolução dos sintomas foi estatisticamente significativa (χ² = 13,47, p = 0,001), com uma tendência linear igualmente significativa (p = 0,011), indicando que a probabilidade de pioria dos sintomas aumenta com a altitude. A correlação de Spearman evidenciou uma ssociação negativa fraca mas significativa entre altitude e perceção dos sintomas (ρ = -0,150, p = 0,023). No entanto, não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre a altitude e a variação nos resultados dos questionários SF-12 e WHOQOL-BREF. Conclusão: Este estudo sugere que a altitude pode influenciar a perceção da dor em indivíduos com osteoartrose do membro inferior, com maiores altitudes associadas a relatos mais frequentes de agravamento dos sintomas. No entanto, não foi observada uma relação significativa entre a altitude e a qualidade de vida ou o estado de saúde reportado nos questionários. São recomendados estudos futuros com amostras maiores, intervalos altimétricos mais amplos e instrumentos de avaliação adicionais para aprofundar estas relações.
dc.description.abstractAbstract:Introduction: Osteoarthritis (OA) is the most prevalent musculoskeletal disease worldwide, affecting approximately 528 million people. In Portugal, an estimated 24% of the population suffers from this condition, with the knee, hand, and hip being the most affected joints. OA involves the progressive degeneration of articular cartilage, synovial inflammation, and bone remodeling, resulting in pain, stiffness, and functional limitation. Several factors may influence pain perception, including climatic and geographical variables such as altitude, although existing scientific evidence remains inconclusive. This study aimed to explore the role of altitude in pain, quality of life, and health status in individuals with lower limb OA. Objective: To assess whether the perception of pain, health status, and quality of life in individuals with lower limb OA varies according to their residential altitude. Materials and Methods: An observational study was conducted with 41 participants aged 40 or older, all with a clinical diagnosis of lower limb OA. Data collection took place in various locations across mainland Portugal between February and April 2025. Participants completed the SF-12 and WHOQOL-BREF questionnaires at the beginning and end of the data collection period. Pain was assessed using the visual analogue scale (VAS), and participants also recorded spontaneous perceptions of symptom improvement or worsening. Residential altitude was categorized into three terciles: low (≤32 m), medium (32–305 m), and high (≥305 m). Statistical analysis used non-parametric tests, including Spearman correlation, Chi-square test, and Mann-Whitney tests with Bonferroni correction. Results: Participants living at high altitudes reported more symptom worsening than improvement. In contrast, participants at medium altitude reported more improvements, while those at low altitude had a balanced distribution between mprovement and worsening. A statistically significant association was found between altitude and symptom perception (χ² = 13.47, p = 0.001), with a significant linear trend (p = 0.011), indicating that the probability of symptom worsening increases with altitude. Spearman’s correlation showed a weak but significant negative association between altitude and symptom perception (ρ = -0.150, p = 0.023). However, no statistically significant correlations were observed between altitude and the variation in SF-12 or WHOQOL-BREF scores. Conclusion: This study suggests that altitude may influence pain perception in individuals with lower limb osteoarthritis, with higher altitudes being associated with more frequent reports of symptom worsening. However, no significant relationship was found between altitude and self-reported quality of life or health status. Further studies with larger samples, broader altitudinal ranges, and additional assessment tools are recommended to better understand these relationships.
dc.identifier.citationMANSO, Rómulo Serra (2025) - Influência das condições climáticas na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior : influência da altitude na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto final de Fisioterapia.
dc.identifier.urihttps://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/5208
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherIPCB. ESALD
dc.rightsrestrictedAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectOsteoartrose
dc.subjectAltitude
dc.subjectDor
dc.subjectOsteoarthritis
dc.subjectPain
dc.titleInfluência das condições climáticas na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior: influência da altitude na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior
dc.title.alternativeinfluência da atitude na dor em indivíduos com osteoartrose no membro inferior
dc.typereport

Ficheiros

Principais

A mostrar 1 - 1 de 1
Nome:
Rómulo Serra Manso.pdf
Tamanho:
1.74 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format