Proteção gonadal durante radiografias abdominal e pélvicas: revisão sistemática de literatura
| dc.contributor.advisor | Cardoso, António Nuno Laia | |
| dc.contributor.author | Monteiro, Inês Pais | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-14T11:45:31Z | |
| dc.date.available | 2026-05-14T11:45:31Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A proteção gonadal foi, durante décadas, uma prática comum em radiografias abdominais e pélvicas, com o objetivo de reduzir os possíveis efeitos hereditários causados pela exposição à radiação ionizante. No entanto, os avanços tecnológicos das últimas décadas, como, por exemplo, o uso do controlo automático de exposição (CAE), reduziram significativamente as doses absorvidas, levando a comunidade científica a questionar a necessidade do uso corrente da proteção gonadal. Materiais e Métodos: Este trabalho consiste numa revisão sistemática de literatura que analisa a pertinência da proteção gonadal na atualidade, através da síntese de estudos publicados entre 2014 e 2025, consultados em bases de dados como PubMed, Google Académico e ScienceDirect, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 17 artigos para análise. Discussão: A análise dos artigos selecionados evidencia que o uso corrente da proteção gonadal não oferece uma redução clinicamente relevante da dose absorvida. A sua colocação incorreta pode comprometer a qualidade diagnóstica da imagem, ocultar estruturas anatómicas de interesse e, em alguns casos, aumentar a dose de radiação devido à interferência com o CAE. A variabilidade anatómica, especialmente nas mulheres, reduz ainda mais a eficácia desta prática. Diversas organizações internacionais recomendam o abandono da utilização rotineira da proteção gonadal, mantendo a sua aplicação apenas em situações excecionais e clinicamente justificadas. Conclusão: A evidência científica disponível demonstra que a proteção gonadal já não é necessária na prática radiológica. A sua eliminação representa uma evolução alinhada com os princípios de justificação e otimização da dose, promovendo maior segurança e qualidade na imagem diagnóstica. O sucesso desta mudança de paradigma depende de uma comunicação eficaz entre profissionais e pacientes, bem como da formação contínua das equipas. Assim, o fim do uso da proteção gonadal não compromete a segurança, mas reforça uma prática baseada na melhor evidência científica disponível. | |
| dc.description.abstract | Abstract: Introduction: Gonadal shielding was, for decades, a common practice in abdominal and pelvic radiography, aiming to reduce potential hereditary effects caused by exposure to ionizing radiation. However, technological advances in recent decades, such as the implementation of automatic exposure control (AEC), have significantly decreased absorbed doses, leading the scientific community to question the necessity of its continued use. Materials and Methods: This study is a systematic literature review that evaluates the current relevance of gonadal shielding through the synthesis of studies published between 2014 and 2025. Articles were retrieved from databases including PubMed, Google Scholar, and ScienceDirect. After applying inclusion and exclusion criteria, 17 articles were selected for analysis. Discussion: The analysis of the selected studies shows that the current use of gonadal shielding does not provide a clinically significant reduction in absorbed dose. Incorrect placement of the shield may compromise diagnostic image quality, obscure relevant anatomical structures, and, in some cases, increase radiation dose due to interference with the AEC system. Anatomical variability, particularly in female patients, further reduces the effectiveness of this practice. Several international organizations now recommend discontinuing the routine use of gonadal shielding, maintaining it only in exceptional and clinically justified cases. Conclusion: The available scientific evidence demonstrates that gonadal shielding is no longer necessary in radiological practice. Its discontinuation aligns with the principles of justification and dose optimization, promoting both patient safety and diagnostic image quality. The success of this paradigm shift depends on effective communication between professionals and patients, as well as ongoing staff education. Therefore, ending the use of gonadal shielding does not compromise safety but reinforces evidence-based radiological practice. | |
| dc.identifier.citation | Monteiro, Inês Pais (2025) - Proteção gonadal durante radiografias abdominal e pélvicas: revisão sistemática de literatura. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto de Imagem Médica e Radioterapia | |
| dc.identifier.uri | https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/4808 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | IPCB. ESALD | |
| dc.rights | restrictedAccess | |
| dc.subject | Radiografia | |
| dc.subject | Radiação | |
| dc.subject | Proteção radiológica | |
| dc.subject | Gónadas | |
| dc.subject | Diretrizes | |
| dc.subject | Radiography: Radiation | |
| dc.subject | Radiological protection | |
| dc.subject | Gonads | |
| dc.subject | Guidelines | |
| dc.title | Proteção gonadal durante radiografias abdominal e pélvicas: revisão sistemática de literatura | |
| dc.type | report |
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