Qualidade de vida: relação entre a oscilação do membro superior na marcha com a flexibilidade
| dc.contributor.advisor | Coutinho, António Júlio Apóstolo Pereira | |
| dc.contributor.advisor | Pinheira, Vítor Manuel Barreiros | |
| dc.contributor.author | Reis, Diana Verónica Lima | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-07T13:59:07Z | |
| dc.date.available | 2026-05-07T13:59:07Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A marcha humana é um processo complexo que envolve a coordenação de múltiplos sistemas, incluindo o neuromuscular e o esquelético. A oscilação do membro superior, o equilíbrio e a flexibilidade são componentes cruciais dessa coordenação, impactando significativamente a qualidade de vida. A oscilação do membro superior na marcha está relacionada às reações de equilíbrio durante o processo de caminhar. Essas reações de equilíbrio são essenciais para manter a estabilidade e prevenir quedas. A flexibilidade é uma variável importante a ser considerada nessa relação. Durante a marcha, os membros superiores desempenham um papel significativo na manutenção do equilíbrio do corpo. Eles movem-se de forma sincronizada com os membros inferiores para contrabalançar os movimentos e manter a estabilidade. A flexibilidade dos membros superiores pode influenciar a oscilação durante a marcha. Além da flexibilidade, outros fatores, como força muscular, coordenação e propriocepção dos membros superiores, também desempenham um papel importante nas reações de equilíbrio durante a marcha, promovendo assim uma boa estabilidade e mobilidade dos membros superiores, de forma a esta ser executada de forma segura e eficiente. Objetivo: Verificar a relação entre a oscilação do membro superior na marcha, tendo em conta a flexibilidade corporal e a sua influência na qualidade de vida. Metodologia: Este estudo do tipo Transversal, exploratório e correlacional, foi realizado na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias. A amostra, caracterizada como não probabilística e de conveniência, envolveu 59 dos 120 participantes inicialmente previstos, com idade igual ou superior a 19 anos, sem presença de déficit cognitivo. Foi avaliada a cinemática da marcha através de uma câmara de filmagem e analisado por programa kinovea, a mobilidade funcional através do teste Timed-Up and Go (TUG) e a qualidade de vida através do questionário World Health Organization Quality of Life - Bref (WHOQOLBref), com objetivo de comparar e correlacionar os dados. A análise estatística foi realizada com o software Statistical Product and Service Solutions (SPSS) versão 24.0, sendo estabelecido um nível de significância de α<0,05 para todas as variáveis. Resultados: Os resultados preliminares deste estudo, realizado com uma amostra de 59 participantes, revelam compreensões significativas sobre a oscilação do membro superior na marcha e sua relação com a flexibilidade e a qualidade de vida. Foi observada uma significativa variabilidade na amplitude de oscilação do membro superior (Média: 31,732°; DP: 12,2078°) e no nível de flexibilidade do membro superior (Média: 2,73; DP: 1,808) entre os indivíduos. A análise de correlação indicou que a velocidade da marcha exerce uma influência positiva e estatisticamente significativa na oscilação do membro superior (r=0,265∗,p=0,044), sugerindo que o aumento da velocidade de locomoção está associado a uma maior amplitude de oscilação do braço. No entanto, contrariando algumas expectativas, não foi estabelecida uma correlação linear estatisticamente significativa entre o nível de flexibilidade do membro superior e a amplitude da oscilação do membro superior na marcha (r=−0,051, p=0,352). Adicionalmente, fatores demográficos e antropométricos demonstraram impacto na flexibilidade; a idade correlacionou-se negativa e fortemente com a flexibilidade do membro superior (r=−0,587 ∗∗, p<0,001), e o Índice de Massa Corporal (IMC) também apresentou uma correlação negativa moderada com a flexibilidade (r=−0,446 ∗∗, p<0,001). Por fim, a flexibilidade do membro superior, embora não diretamente ligada à oscilação da marcha, mostrou uma correlação positiva fraca, mas significativa, com a qualidade de vida geral (r=0,256 ∗ , p=0,025), indicando que níveis mais elevados de flexibilidade podem estar associados a uma melhor perceção de bem-estar. Conclusão: Este estudo preliminar, conduzido com 59 participantes, sugere que, embora a oscilação do membro superior na marcha seja influenciada pela velocidade de locomoção, a flexibilidade do membro superior, conforme mensurada, não se revela um preditor linear direto da amplitude de oscilação. No entanto, a flexibilidade é uma variável relevante, dado o seu declínio acentuado com a idade e sua associação negativa com o IMC, bem como sua contribuição positiva para a qualidade de vida geral. A compreensão dessas interconexões é fundamental para abordagens de reabilitação e promoção da saúde, embora a relação específica entre flexibilidade e oscilação possa requerer investigações mais aprofundadas com métodos complementares para desvendar fatores mediadores ou relações não lineares. | |
| dc.description.abstract | Abstract : Introduction: Human gait is a complex process involving the coordination of multiple systems, including the neuromuscular and skeletal systems. Upper limb swing, balance, and flexibility are crucial components of this coordination, significantly impacting quality of life. Upper limb swing during gait is related to balance reactions during the walking process. These balance reactions are essential for maintaining stability and preventing falls. Flexibility is an important variable to consider in this relationship. During gait, the upper limbs play a significant role in maintaining body balance. They move synchronously with the lower limbs to counterbalance movements and maintain stability. Upper limb flexibility may influence swing during gait. In addition to flexibility, other factors such as muscle strength, coordination, and proprioception of the upper limbs also play an important role in balance reactions during gait, thus promoting good upper limb stability and mobility, so that it can be executed safely and efficiently. Objective: To verify the relationship between upper limb swing during gait, considering body flexibility and its influence on quality of life. Methodology: This cross-sectional, exploratory, and correlational study was conducted at the Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias. The sample, characterized as non-probabilistic and convenience-based, involved 59 of the 120 initially planned participants, aged 19 years or older, with no cognitive deficit. Gait kinematics were assessed using a video camera and analyzed by Kinovea software, functional mobility through the Timed-Up and Go (TUG) test, and quality of life through the World Health Organization Quality of Life - Bref (WHOQOL-Bref) questionnaire, with the aim of comparing and correlating the data. Statistical analysis was performed using Statistical Product and Service Solutions (SPSS) software version 24.0, with a significance level of α<0.05 established for all variables. Results: The preliminary results of this study, conducted with a sample of 59 participants, reveal significant insights into upper limb swing during gait and its relationship with flexibility and quality of life. Significant variability was observed in the amplitude of upper limb swing (Mean: 31.732∘; SD: 12.2078∘) and in the level of upper limb flexibility (Mean: 2.73; SD: 1.808) among individuals. Correlation analysis indicated that gait speed exerts a positive and statistically significant influence on upper limb swing (r=0.265∗, p=0.044), suggesting that an increase in locomotion speed is associated with a greater amplitude of arm swing. However, contrary to some expectations, a statistically significant linear correlation was not established between the level of upper limb flexibility and the amplitude of upper limb swing during gait (r=−0.051, p=0.352). Additionally, demographic and anthropometric factors demonstrated an impact on flexibility; age correlated negatively and strongly with upper limb flexibility (r=−0.587∗∗, p<0.001), and Body Mass Index (BMI) also showed a moderate negative correlation with flexibility (r=−0.446∗∗, p<0.001). Finally, upper limb flexibility, although not directly linked to gait swing, showed a weak but significant positive correlation with general quality of life (r=0.256∗, p=0.025), indicating that higher levels of flexibility may be associated with a better perception of well-being. Conclusion: This preliminary study, conducted with 59 participants, suggests that while upper limb swing during gait is influenced by locomotion speed, upper limb flexibility, as measured, does not prove to be a direct linear predictor of swing amplitude. However, flexibility is a relevant variable, given its marked decline with age and its negative association with BMI, as well as its positive contribution to overall quality of life. Understanding these interconnections is fundamental for rehabilitation and health promotion approaches, although the specific relationship between flexibility and swing may require more in-depth investigations using complementary methods to uncover mediating factors or non-linear relationships. | |
| dc.identifier.citation | REIS, Diana Verónica Lima (2025). Qualidade de vida: relação entre a oscilação do membro superior na marcha com a flexibilidade. Castelo Branco : IPCB. ESALD. Trabalho de projeto de Fisioterapia. | |
| dc.identifier.uri | https://minerva.ipcb.pt/handle/123456789/4772 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | IPCB. ESALD | |
| dc.rights | restrictedAccess | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Oscilação do membro superior | |
| dc.subject | Flexibilidade | |
| dc.subject | Qualidade de vida | |
| dc.subject | Upper limb swing | |
| dc.subject | Flexibility | |
| dc.subject | Quality of life | |
| dc.title | Qualidade de vida: relação entre a oscilação do membro superior na marcha com a flexibilidade | |
| dc.type | report |
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